Máquinas e fotografias analógicas

Há uns tempos (mais ou menos 2 anos) comecei a sentir-me atraída pelo analógico, aquilo que há pouco mais de uma década era o normal. Comprar rolos fotográficos, tirar fotografias a coisas interessantes e especiais, mandar revelar e sentir o gosto do papel de fotografia impresso com os nossos clicks de vários dias diferentes. Todas as fotografias tiradas desta forma têm um interesse diferente, são originais, são únicas, são valiosas. Parece que as memórias ficam mais bem guardadas quando o disparo capta um momento que não conseguimos ir ver logo no lcd da câmara compacta.

Sabia da existência duma câmara com objectiva que os meus pais compraram em 1986 (salvo erro) e tantas fotografias fantásticas tiraram com ela. Uma Petri GX-1 Super. É uma maravilha.

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Apesar de ter uma objectiva manual e eu ser tão míope que as fotografias maior parte das vezes saem desfocadas, gosto sempre do resultado final.

No início deste ano, comprei dois rolos e gastei o primeiro tirando fotos em algumas viagens que fiz – Armação de Pêra, Silves, Málaga, Londres e Gaia.

O 2º rolo está 80% utilizado em fotos que tirei no dia dos meus anos no parque da cidade… mas ainda falta gastar o resto! Depois irei colocar aqui o resultado também!

O que acham desta forma de fotografar? Algum detalhe em particular que apreciem mais? Eram capazes de voltar ao antigamente e fotografar sempre desta maneira? Eu cá acho que faz sempre falta ter uma máquina digital… é bom ter recordações de tudo (e não ter preocupação se o rolo se estragou!)

Ora vejam algumas das fotografias dos lugares mencionados em cima:

Férias, as tão-aguardadas férias.

Há imenso tempo que eu queria ir ao Algarve. Nunca lá fui e depois de viajar para outros destinos decidi que este ano seria a vez de me aventurar pelas terras lusitanas. Depois de um mês a matutar para onde iria, como ia, com quem e em que altura do mês, decidi-me pela primeira semana de Junho. Viagem de avião Porto – Faro compradinha, pousada da juventude reservada (e pága). No mesmo dia em que fiz estas transacções todas, recebo um e-mail: “voluntariado para o Primavera Optimus Sound” – já andáva à espera da abertura das inscrições há mil anos mas às vezes sou meia tótó e então nem percebi que o festival é de dia 5 a dia 7. Já perceberam não já? Vou para lá para baixo… o que não é mau, mas criou-me um dissabor. Já não posso ir ver os The National e ainda divertir-me com o resto do pessoal lá do voluntariado.

Compus-me, aceitei, e andei para a frente. Fiquei feliz com a decisão de ir para o Algarve.

Hoje, lembrei-me. “E se eu for e estiver com o período?”. Exacto, vou estar nessa altura do mêsjackpoint.

 

Pagz